Da Timbaúva ao Guaíba
Andando pelas rimas e payadas
Um potro guaxo campeiro
Curador da essência farrapa
Ergueu o Galpão de Estância
No pendão farrapo troveiro
A pátria pampeana gaudéria
Foi uma legenda missioneira
Nunca teve remorso da lida
Nem de dar um puaço rimado
Em terra vermelha se arrisca
Bota de garrão trincado
No sertão guajuvira de campo
Contando verdades de glória
Jogando truco ou mateando
Paisagens perdidas na história
Sempre gostou dum bochincho
De trovas, poemas e payadas
A rima era prece igual lida
Cordeona, milonga e saudade
Essa terra foi falquejada na briga
Mas de firme procedência
Buena, vibrante e costeira
Simplesmente chamada querência
E seus versos viajam quadras de campo
Em luto por sua ausência caudilha
Correndo e vagando igual sonho
Como numa primitiva rodilha
Suas pajadas são como uma reza
Pampeana liturgia altaneira
Ritmada igual na baixaria
Firme igual à Cruz de Lorena
Suas palavras são gritos na história
Falquejado na cultura mestiça
Como brasa rebrilha nos olhos da caça
De um Sepé que falquejou os sentidos
Hoje talhado altivo
Mateando e olhando o nascente
Cravou suas palavras de rima
Perpetuando a cultura de sua gente
Fábio dos Santos Júnior
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