12/09/2017 às 14:32
Não às armas! Porém...

Jauri Gomes de Oliveira – Deputado Emérito

Aqui no Brasil e no mundo inteiro, a violência é assustadora. As autoridades locais e as maiores lideranças do planeta se mostram incompetentes e/ou impotentes para resolver problemas dela decorrentes ou para acabar com a própria violência, com todo seu rosário de consequências funestas...
Por uma questão de crença, eu seria pela destruição de todas as armas e das fábricas delas no mundo inteiro, mas aí é que vem o “porém”. Se eu me desarmo e os marginais continuam armados? E, apenas para exemplificar, se a Coreia do Norte se desarmar e os EUA continuarem armados e fabricando seus arsenais sempre mais sofisticados e vice-versa?
Mas fiquemos apenas na análise do que ocorre em nossa aldeia ou em nosso País, onde a criminalidade é alarmante. Será que a legalização de armas para pessoas que trabalham e têm residência conhecida não seria o caso de autorizar até gratuitamente o porte de arma? E direito à pratica de revista sobre uso de armas praticadas pelas autoridades policiais?
Isto tudo a gente se pergunta: será que as autoridades não percebem que um morador do interior precisa dispor de armas para sua defesa? Será que as autoridades (que não garantem a segurança necessária aos habitantes do interior e até mesmo das cidades) imaginam que os cidadãos devem aguentar passivamente o arrombamento de suas residências e o roubo de seus pertences? Ou a violência física e psicológica (e até estupros) contra os familiares?
Leio e ouço argumentarem que a posse de armas de fogo podem causar acidentes (e isso também é verdade). Sei disso, é claro, mas os acidentes podem ocorrer com qualquer instrumento de trabalho como facas, facões, enxadas, foices, machados, roçadeiras ou até com um simples canivete. Mas, por outro lado, um grupo de ladrões pode chegar numa propriedade na boleia de um caminhão boiadeiro e mandar o proprietário embarcar uma tropa e ainda se dar por satisfeito de ficarem vivos ele, e sua família.
É lógico que estamos diante de um dilema, mas faço minha opção. Penso que os cidadãos devem ser treinados para aprender a usar armas, tal como se faz para obter uma carteira de motorista. Se um dia a marginalidade estiver desarmada, as armas que estiverem em poder dos cidadãos de bem serão facilmente encontradas, se for o caso.
 

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