01/02/2019 às 16:15
O futuro do trabalho

 O mundo do trabalho está mudando e não é novidade, nem nunca foi porque vem mudando ao longo dos séculos. A evolução da sociedade depende de mudanças econômicas e por consequência, do mundo do trabalho. O que precisamos entender melhor é como este mundo está mudando.

 

Muitas profissões que existiam há algumas décadas, deixaram de existir como ascensorista ou datilógrafo, outras reduziram muito como sapateiro, costureira e alfaiate, enquanto outras se reinventam e ressurgem como a barbearia, a cervejaria, mas surgem muitas outras que nem eram imaginadas até que surgissem os primeiros profissionais. Por exemplo, há poucos anos não se sabia o que é um webdesigner, gestor de mídias sociais, programador de robôs, desenvolvedor de aplicativos, blogueiro, youtuber, dentre muitos outras que vemos surgir.
 
Quanto aos vínculos, eu acredito num futuro breve com muito mais trabalho, mas não exatamente com muito emprego, ou seja, muito mais gente trabalhando de forma autônoma, de suas casas ou de espaços de co-working para várias empresas ou organizações.
 
A chamada 4ª revolução industrial está transformando o mundo do trabalho mais rapidamente fazendo surgir atividades novas a todo o momento. Poucas certezas absolutas podem ser apontadas, sendo que a primeira é que muita coisa vai continuar mudando rapidamente, e que o processo de aprendizagem das pessoas e das organizações deverá durar por toda a existência. Quanto melhor as pessoas e organizações compreenderem estes pontos, mais bem sucedidas serão.
 
A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) tem uma projeção de que, até 2030, daqui a 11 anos, 65% dos estudantes do ensino fundamental de hoje terão atividades profissionais que ainda não foram criadas. O Fórum Econômico Mundial, por exemplo, elaborou uma lista de dez aptidões que deverão ser mais valorizadas na próxima década: capacidade para solucionar problemas difíceis, criatividade, flexibilidade, gestão de pessoas, inteligência emocional, negociação, pensamento crítico, serviço comunitário, tomada de decisão com responsabilidade e trabalho em grupo.Já o McKinsey Global Instituteemitiu um relatório dizendo que o grande desafio, é a transição de trabalho numa escala mais significativa, de hoje até 2030, do que a mudança da era agrícola para a era industrial.
 
Robôs, algoritmos e inteligência artificial aplicadas aos mais diferentes negócios estão aumentando a produtividade e melhorando vidas, trabalho, serviços, produtos. Vivemos a maior transformação do mundo do trabalho já ocorrida na história, segundo estes estudos. As economias emergentes como o Brasil irão demandar mais estudo, criatividade, sociabilidade e mais conhecimento. A demanda por inovação e dinamismo econômico será cada vez maior. Os estudossobre o futuro do trabalho destacam funções como prestadores de serviços diversosem saúde, engenheiros, cientistas, educadores, profissionais criativos (arte e entretenimento), entre outros.
 
Que o futuro é desafiador, não há dúvidas. O mundo do trabalho demandará cada vez maisconhecimento, e a boa notícia é de que nunca tivemos tanto acesso a informação, estudos e a diferentes formas de conhecimento. A virada na carreira passa longe de lamentar pelas mudanças do mundo do trabalho, sendo preciso aprender sempre, usar a tecnologia a favor, e todas as inovações criadas nestes últimos anos. Ao invés de reclamar das novas ondas, é preciso lembrar que muitas ondas já passaram e quem melhor surfa nelas, melhor constrói o seu futuro e o sucesso pessoal e profissional desejado.
 
 
Um abraço e até a próxima!
 
 
 
 

Administrador, Especialista em Marketing e Mestre em Engenharia de Produção.

É professor da Unijuí e convidado em diversas IES e sócio e consultor da Referenda Consultoria. Também é colunista de 9 jornais e revistas do interior do RS, blogs e newsletters e ainda é palestrante, pesquisador e escritor, com diversos artigos e 4 livros publicados nos temas planejamento, liderança, marketing e educação. 

Email: marcelo.blume@referenda.com.br

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