11/07/2017 às 14:29
CONSTRUA PONTES

Parece que os badulaques de outrem assumem maior importância nas próprias aquisições materiais, ou mesmo, condutas transformadoras.
Em reunião de amigas, que não fizeram pacto de relatar sintomas de doenças nos encontros, as receitas miraculosas de algum tratamento de ‘última moda’, anulam o seguimento de protocolos médicos padronizados e, minuciosamente, testados. São gotinhas, comprimidos, pílulas, xaropes alvissareiros, vitaminas liquidificadas com as mais estranhas combinações. Tudo com 100% de resultados. Ora, na medicina, após dez anos ou mais, conclusões nunca chegam a estatísticas inteiras e máximas.
O organismo humano não simula computador. Uma medicação pode ser benéfica para uma pessoa e efeitos colaterais adversos em outra. Seguir, fielmente, o ‘Dr. Google’ não faz sentido. Esclarecimentos podem ser úteis na dependência do site acessado.
Se fosse tão fácil ‘medicar’, não necessitaria anos de estudos para poder ter a legitimidade de uma prescrição médica. E como existe! ‘Professores’, sem diploma, na área médica.
Construir alicerces para vida saudável está ao alcance de todos. Nada de condutas impositivas. Trocar ideias, em qualquer campo das ciências, edifica inúmeras pontes. Para isto, há extensas bibliografias nas bibliotecas, no uso da informática, hoje, top nas pesquisas científicas. Seleciona conteúdos, fora da própria área, pode se tornar difícil. Por exemplo, capítulo dor. Existem inúmeros compêndios. Classificações distintas. Especificações que se adicionam. Como o sintoma é subjetivo, há envolvimento emocional individual. Como saber se a dor pode revelar uma apendicite, cisto de ovário rompido, artrite, miosite, trombose, gases?
Não fuja da sua área de conhecimento. Aceite confabular. Não levante hipóteses infundadas. Construa pontes. Mostre caminhos. Não erga muros.
 

Médica

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