09/04/2018 às 16:23
SOCIEDADE DO ESPETÁCULO

Até que ponto prazeres mórbidos estão se apresentando!
Dois dias ininterruptos, aproximadamente, de TV e outros meios de comunicação acionados.
A nação brasileira merecia todo este aparato midiático?
Remonta uma tristeza observar um ex-presidente de uma nação grandiosa ser levado a grades por corrupção.
Quanto a indivíduos, das mais diferentes estirpes, desfraldando bandeiras não seria melhor rever conceitos de ética, postura, humanismo, patriotismo? Será que ali não estavam líderes desajustados, talvez até envolvidos em algum esquema corruptivo?
‘O Brasil não é um país sério’, já apregoava o embaixador brasileiro na França, Carlos Alves de Souza, dita a um correspondente do ’Jornal do Brasil’ em Paris.
A imagem de uma nação manchada por atos desonestos fluiu por todo o mundo. É bom isto?
Em termos de cidadania, seria melhor rever conceitos no ato de votar. Nomes mencionados em algum esquema de corrupção devem ser descartados para cargos eletivos e até mesmo de indicação para cargos de confiança. O brasileiro (todos nós) não se dá conta que é conivente com corrupção ao colocar seres desonestos, suspeitos, em cargos políticos.
Em vez de cantar, contar, encantar com espetáculos degradantes, se devia chorar, lamentar, por ter chegado a este enlace, juridicamente comprovado, de encarceramento. E, atenção, foi aberta uma grande porteira...
Não seria o momento de exame de consciência individual? Exemplos: ‘furar fila’, atestado médico falso, aposentadorias fraudulentas, empregos públicos onde ‘se faz que trabalha’, chegar atrasado a atividade obrigatória, não cumprir horário, jogar lixo na rua, não pagar conta, não realizar sua monografia, recibos fantasia, individualismo e por aí vai a ‘honestidade’ dos sentadinhos à frente da TV vendo a derrota do ser humano. Todos estes são exemplos de espetáculos cotidianos para uma nação acostumada com desvios de conduta. Ética, ética.
E agora quais os próximos caminhos da sociedade do espetáculo?

 


 

Médica

Comentários

Nenhum Comentário. Deixe o seu comentário!

Mais posts de Norma Benvenuti