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Quer tal ler Braun? Imprimir E-mail
26 de janeiro de 2010
É sempre bom saber que, a cada ano, o poeta Jayme Caetano Braun é homenageado, como ocorre agora por iniciativa do CTG Galpão de Estância, lembrando o dia do seu nascimento, a 30 de janeiro. Conheci o nosso poeta maior e sei o quanto ele gostava de saber que seus livros eram lidos, que suas poesias eram declamadas e musicadas. Ele queria sua obra na boca do povo, diante do olhar de quem sabia valorizar o que fazia com engenho e arte. Nas nossas feiras do livro, ele ficava encantado em autografar suas obras, em conversar com seus leitores, em se integrar aos habitantes da terra que tanto amava.
Por isso, lamento aqui que seus livros, com poemas de bela elaboração estética e profunda temática regionalista, sejam tão pouco lidos pelos são-luizenses. Digo que muitos nem conhecem o poema “Bochincho”, do qual foi extraindo o tão citado trecho “Não é à toa, chomisco, que sou de São Luiz Gonzaga”. Vale anotar aqui que “chomisco” é uma junção de “chô-mico”, que exprime desprezo, escárnio. Este desabafo é pertinente, visando corrigir essa gritante falha, com a possível elaboração de uma campanha para que a nossa cidade ganhe realmente familiaridade com a obra de Braun na sua essência, através de seus poemas impressos.
O talento de Jayme Caetano Braun como poeta é reconhecido no Uruguai, na Argentina e em outros países vizinhos. Excelente repentista, conhecido como El Pajador, ocupa por isso um lugar de destaque na literatura regionalista do Rio Grande do Sul. Esse é o autor que temos que ler. São poemas que revelam a autenticidade do homem rural, da zona da Campanha. Sobre sua obra, disse Walter Spalding: "A poesia desse poeta missioneiro é um dos maiores e melhores repositórios de palavras e expressões gauchescas, com seus livros valendo por isso um tesouro”. 
Sim, seus livros valem um tesouro e custam tão pouco. Braun é autor de poemas de um telurismo quase místico pelo pago, pelos objetos de seu cotidiano - o galpão, o lenço, a faca, o cavalo, as chilenas -, fazendo adequadas citações sobre a história do Estado e o realismo social. Todos aprendem com esses poemas, que certamente encantariam as novas gerações, como fascinaram aos leitores de décadas atrás. Fica aqui a sugestão para que nossas escolas utilizem de fato os livros de Braun em suas atividades ligadas à escrita e à leitura, assim como nossas autoridades elaborem algo, como um concurso, uma gincana, para tornar cada título mais próximo do povo que ele tanto cantou com orgulho e desprendimento.    


Os livros
Jayme Caetano Braun nos legou nove livros, que podem ser encontrados em oportunos relançamentos pela Martins Livreiro e adquiridos na Magia das Letras ou solicitados por empréstimo na Biblioteca Pública Municipal. São “Galpão de Estância” (poesia, Editora Gráfica Porto Seguro, 1954), “De Fogão em Fogão” (poesia, La Salle, 1958), “Potreiro de Guaxos” (poesia, Champagnat, 1965), “Bota de Garrão” (poesia, Sulina, 1979), “Brasil Grande do Sul” (poesia e relato, Sulina, 1986), “Paisagens Perdidas” (poesia, Sulina, 1987), “Vocabulário Pampeano - Pátria, Fogões e Legendas” (dicionário de regionalismos, Martins Livreiro Editor, 1987), “Payador e Troveiro (poesia, Tchê, 1992)” e ”50 Anos de Poesia” (antologia poética, Martins Livreiro Editor, 1996).
Vamos doar sangue?
Que tal doar sangue ao nosso hospital, na manhã desta sexta-feira? Doar sangue é um gesto de amor ao próximo e à vida. É uma oportunidade de ajudar sem interesse. É uma demonstração de solidariedade, de evolução espiritual. É um ato de fé e bondade.
Todos nós podemos precisar de uma transfusão de sangue e necessitar da doação de alguém.A necessidade de sangue pode surgir em qualquer família, a qualquer momento. A necessidade nos torna iguais. Doe para receber. Faça isso na sexta-feira, das 8h às 11h.

Para Erechim
Muitos torcedores locais da dupla se preparam para assistir ao Gre-Nal em Erechim, neste domingo. Resta perguntar: qual o time que vai levar mais gente ao Colosso da Lagoa?

A bela Jean
O que mais lembro de Jean Simmons, que nos deixou nestes dias, é seu papel em “Spartacus”, como a doce escrava Lavínia. Certamente, era uma das atrizes mais belas de todos os tempos e nesse clássico de Stanley Kubrick isso estava evidente, com a gurizada invejando os beijos que ela dava no valente Kirk Douglas.
Também cheguei a assistir “Tempo para amar, tempo para esquecer”, que lhe deu uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz e no qual fazia uma esposa alcoólatra. Bem lembro que eram os idílicos anos 60, dos quais ela fazia parte e ocupava bons espaços dos nossos sonhos.

Episódio risível
Com o título provisório de “Santo presidiário”, roteiro de Cristina Gomes e direção de Gustavo Fogaça, está sendo rodado em Uruguaiana um dos episódios da série Histórias Extraordinárias, da RBS/TV. A história se passa em 1870, na Estância São Sebastião, construção em estilo colonial, anterior ao período, e conta o caso da imagem de um santo, no caso São Sebastião, acusada de um crime e presa pelo delegado da época. O fato é tido como verídico na terra natal do colunista.

O boato
E aqui vai uma sobre o Mario Quintana. Saguão do Hotel Presidente, na Avenida Salgado Filho, em Porto Alegre, um dos tantos endereços do poeta. O dono do hotel encontra Mario com as mãos no bolso do paletó, parado daquele seu jeito, olhando sem olhar, à espera de nada. E resolve interferir com uma brincadeira.
- Seu Mario, me disseram que o senhor vive dando em cima das moças que se hospedam no hotel...
Foi o que bastou para animar-se o velho sorriso ao mesmo tempo malicioso e ingênuo, quase adolescente:
- Olha, Pedrinho, não é verdade. Mas pode espalhar.

Olha o português
Ao escrever um texto, evite ponto de exclamação. A vontade de usá-lo pode ser sintoma de fraqueza das palavras ou de debilidade da frase. Procure palavras mais fortes para construir uma frase vigorosa.
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