23/03/2017 às 15:36
Sem avanços em reunião com Estado, estudantes da UERGS seguem ocupando prédio do Campus Central


Alunos não têm previsão de desocupação

Estudantes da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS) permanecem ocupando o prédio 11 do local onde deve ser fixado como Campus Central da instituição, na avenida Bento Gonçalves, no bairro Agronomia, zona Leste de Porto Alegre, após a reunião entre estudantes e o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Fábio Branco, não avançar, ontem. Os alunos da UERGS foram recebidos pelo secretário para tentar fazer com que o Estado efetue o repasse de R$ 800 mil para que as obras de implantação de novas salas de aula ocorram no campus.

A aluna e coordenadora-geral do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UERGS, Laura Carvalho Ramos, explicou que, através de um contrato, o prédio ocupado atualmente pelos discentes deveria ser compartilhado com a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), que também utiliza o local para treinamento dos funcionários. Porém, os estudantes decidiram permanecer ocupando o prédio tanto pelo fato do governo não se manifestar sobre quando pretende disponibilizar o recurso quanto pelo fato de a CEEE não liberar algumas salas para aulas da UERGS mesmo quando elas não estão sendo utilizadas para a instrução dos trabalhadores.

“O que a gente queria era poder estar usando as salas. A gente conversaria com os alunos, para uma possível desocupação, mediante o acerto então que ele (presidente da CEEE) assegurasse, que a gente pudesse utilizar pelo menos as salas de aula vazias e fechadas no prédio 11. Mas infelizmente não, não teve sucesso (a reunião). A gente precisa da contrapartida do governo que seria de R$ 800 mil. A única coisa que nos prende hoje é a garantia desses R$ 800 mil”, declarou a estudante.

Laura também afirmou que a CEEE só conversaria com os alunos sobre a possibilidade de liberação das salas de aula se o grupo desocupasse o espaço antes mesmo do diálogo, que acabou não ocorrendo. Atualmente, a universidade conta com cerca de mil estudantes, segundo a Reitoria, mas só pode ocupar um prédio, que possui sete salas, sendo insuficiente.

Reitora da UERGS, Arisa Araujo da Luz afirmou que, até o momento, o governo gaúcho também não explicou à universidade quando pretende repassar o recurso. A principal preocupação da Reitoria é a perda do recurso federal que já foi obtido para a universidade no valor de R$ 3,5 milhões – embora ainda sejam esperados mais R$ 9,5 milhões que ainda não foram repassados. O problema, segundo Arisa, é que a instituição terá que devolver o valor ao governo federal se em até os próximos 430 dias o Estado não conceder os R$ 800 mil para iniciar a obra.

“Não, por enquanto nós não temos uma previsão ou um indicativo de que, ‘olha, nós vamos liberar (o dinheiro)’. O que nós estamos trabalhando é para achar, em conjunto com o secretário Fábio Branco, uma solução que seja definitiva para a situação que estamos enfrentando hoje. Nós temos que buscar, ver quais as alternativas possíveis para que a Uergs permaneça no Campus Central, porque realmente é um espaço muito bom, é um espaço excelente. E que pode, sim, ser compartilhado de forma muito tranquila com a CEEE. Só nós temos que tomar uma decisão: ‘bom, é esse espaço que a Uergs vai ficar?’. Se é esse espaço, quais a providências que vamos tomar para que possamos iniciar a nossa construção”, afirmou a reitora.

Atualmente, a Reitoria da universidade aluga um prédio na região central de Porto Alegre, na rua Sete de Setembro. Se o campus central de fato fosse transferido para a avenida Bento Gonçalves, a Reitoria também iria migrar para a zona Leste da cidade, economizando com a devolução do prédio.

A reportagem da Rádio Guaíba tentou contatar o secretário Fábio Branco ao longo da manhã, mas não conseguiu encontrá-lo disponível para explicar se o governo possui previsão de liberação dos recursos.

 

 

Fonte: Rádio Guaiba

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