14/07/2017 às 16:23
Comprovado caso de “mormo” em São Nicolau:Propriedade foi interditada e animal sacrificado

O serviço de inspeção veterinária da 17ª Supervisão Regional da Agricultura, identificou caso de “mormo” em animal cavalar existente em propriedade rural de São Nicolau. A confirmação ocorreu através de exame feito em laboratório especializado, o que determinou a imediata interdição da propriedade e o sacrifício do animal. A informação é do supervisor regional, Alonso Duarte de Andrade. Ele explicou que a interdição da propriedade é para evitar a contaminação de outros animais e limitar a área em que ocorreu o mormo.
Essa doença, que se manifesta em cavalos, foi constatada recentemente em nossa região, exigindo da inspeção sanitária oficial, rígidos sistemas de controle para evitar a sua expansão. Essa regra para o combate, teve como componente, o sacrifício de animais infectados e detalhados exames no status quo das propriedades, para eliminar os fatores que levam ao surgimento da doença.
O que é o “mormo”?
O mormo é uma zoonose infectocontagiosa causada pela bactéria Burkholderia mallei, que acomete primeiro os equídeos (cavalos, burros e mulas) e pode ser transmitida eventualmente a outros animais e ao ser humano. A doença é transmitida a humanos pelo contato com animais infectados.
A bactéria entra no organismo através da pele e das mucosas dos olhos e nariz. Casos esporádicos podem ocorrer principalmente em atividades profissionais relacionadas ao manejo desses animais ou manipulação de amostras contaminadas, infectando médicos veterinários, tratadores de equinos, funcionários de abatedouros e laboratoristas. Os profissionais expostos e pessoas que têm contato com animais suspeitos ou com equipamentos contaminados, devem usar equipamentos de proteção individual, tais como luva, máscara, óculos e avental.
No ser humano, os sintomas gerais são febre, dores musculares, dor no peito, rigidez muscular e cefaleia. Podem ainda ocorrer lacrimejamento excessivo, sensibilidade à luz e diarreia. Não há vacina disponível contra a doença. A prevenção envolve a identificação e eutanásia do animal infectado.
 

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