01/12/2017 às 15:30
“Cromossomo 21”: um filme feito aqui, ganha o Brasil e o Mundo!
“Cromossomo 21”: um filme feito aqui, ganha o Brasil e o Mundo!
Adrieli, com Pâmela Moraes Crédito das fotos - José Grisolia Filho/AN

O filme “Cromossomo 21”, do cineasta são-luizense Alex Pires Duarte, depois de uma trajetória de sete anos de adversidades para concluí-lo, ganhou finalmente o circuito comercial nos cinemas brasileiros e está sendo exibido em todo o País, onde acumula aplausos e as mais simpáticas manifestações do público pela abordagem do tema, a Síndrome de Down, na busca da superação das limitações sociais que são impostas a quem nasce com as características que revelam a sua condição.
O lançamento do filme em São Luiz Gonzaga ocorreu quinta-feira, no Cine Lux, antecedido de um coquetel na Arena Restô, que reuniu colaboradores de Alex Duarte e vários personagens do filme, entre eles Adrieli, que fez o papel principal. A ONG Unidos para o Amanhã, que reúne famílias que buscam o legítimo direito de conquistar o espaço das pessoas portadoras da Síndrome de Down, a fim de que se integrem na comunidade para cumprir o papel que lhes cabe em nossa sociedade de pessoas, organizou o coquetel.
Coube à jornalista Pâmela Moraes dar início a solenidade de lançamento do filme em São Luiz Gonzaga, onde foi rodado. Lembrou as dificuldades enfrentadas, desde a transmissão de conteúdos na área da interpretação, para quem nunca tinha passado pelo mundo artístico, até a filmagem, cumprindo roteiros de cenas, para depois fazer a conjunção do projeto, a fim de alcançar o resultado: uma história bem contada, para mostrar que o portador da Síndrome de Down é uma pessoa como as outras, capaz de amar, sentir, ter planos e projetos para sua vida, como qualquer pessoa. Pâmela Moraes disse que ela e a mãe do Alex, a Cleni, mantiveram o projeto do filme ativo, junto com o Alex, já residindo em Ijuí e depois ganhando o mundo, acompanhando a conferencista e coaching Tânia Zambom. Afinal, Alex tendo todo o acervo filmado (algumas cenas foram feitas mais tarde), foi feita a montagem da primeira versão do filme, o que permitiu chegar à conclusão, com o conteúdo valorizado pela história, o roteiro e o produto final.
Adrieli, menina de São Luiz Gonzaga, com Síndrome de Down e formada em curso superior pela URI São Luiz Gonzaga, como artista principal foi surpreendente, merecendo da crítica cinematográfica, as mais lisonjeiras avaliações de seu trabalho artístico. Ao fazer uso da palavra, Adrieli revelou sua emoção e o sentimento de ser parte de uma obra que abre a discussão em torno do espaço que cabe às pessoas portadoras da Síndrome de Down.
Claudio Poppe e a esposa Denise (irmã de Adrieli), contaram que participaram do lançamento do filme em Punte del Este, na Uruguai, onde essa obra cinematográfica recebeu aplausos e unânime avaliação em relação à sua oportunidade e qualidade. O mesmo notaram em outros lançamentos feitos no Brasil e na América Latina. Na solenidade de lançamento do filme em São Luiz Gonzaga, Eliane Jaskulski, grande batalhadora em defesa das minorias, foi presença importante no ato de apresentação do filme “Cromossomo 21”, do qual também foi colaboradora. Uma homenagem foi prestada ao empresário Luiz Gattiboni, o primeiro a colaborar financeiramente para viabilizar o filme. Às 21h, os participantes daquele ato na Arena Restô dirigiram-se ao Cine Lux para assistir a primeira apresentação do filme em São Luiz Gonzaga, onde foi rodado.
 

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