08/08/2018 às 10:12
Espaço Nativo - O Dialeto Rio-Grandense - Parte 2

Nesta edição, publicamos a segunda parte da lista de vocábulos que fazem do dia a dia do povo gaúcho.

 Algumas expressões típicas da gauchada:

 

Campanha – português – planície rio-grandense; pampa; Capilé – francês – refresco de verão, feita com um pouco de vinho tinto, água e muito açúcar; Castelhano – espanhol – indivíduo oriundo de Uruguai ou Argentino; Cevador – português – pessoa que prepara o chimarrão e o distribui entre os que estão tomando; Charque – espanhol platino – carne de gado, salgada em mantas; Chasque – quíchua – mensageiro, estafeta; Chiru (xiru) – tupi – índio velho, indivíduo de raça cabocla; Chucro (xucro) – quíchua – animal arisco, nunca domado; pessoa de mesmo temperamento ou sem empirismo, inexperiente; Cusco – espanhol platino, provavelmente já emprestado do quíchua – cachorro pequeno e de raça ordinária (ou sem); guaipeca; De orelha em pé – português – da mesma forma que o animal de sobreaviso ergue as orelhas, tal supõe-se faça o homem; Engasga-gato – português – ensopado feito com pedaços de charque da manta da barrigueira; Garupa – francês - A parte superior do corpo das cavalgaduras que se estende do lombo aos quartos traseiros; também usado para definir a mesma área no corpo humano; Gaúcho – origem desconhecida – termo, inicialmente, utilizado de forma pejorativa para descrever a cruza ibero-indígena, hoje é o gentílico de quem nasce no estado do Rio Grande do Sul; Gauchada – crioulo – grande número de gaúchos; façanha típica de gaúcho, cometimento, muito arriscado, proeza no serviço campeiro, ação nobre, impressionante; Gauderiar – espanhol platino – vagabundear, andar errante, sem ocupação séria; haragano; Gaudério – espanhol platino – vagabundo, desocupado, nômade. Atualmente, é uma referência estadual ao povo da campanha, simplesmente, como gaúcho; Guaiaca – quíchua – invenção gauchesca que se usa sobre o “cinturão europeu”. Significa bolsa em sua língua original; Guaipeca – tupi – cachorro pequeno e de raça ordinária (ou sem), cusco; Guri – tupi – criança, menino; serviçais que faziam trabalho leve nas estâncias; Haragano – espanhol – Nômade, renitente; cavalo que dificilmente se deixa agarrar; Japiraca – tupi – mulher de temperamento irascível, insuportável; Jururu – tupi – triste, cabisbaixo, pensativo; Macanudo – indicado como sendo espanhol platino – bom, superior, poderoso, forte, inteligente, belo rico, respeitável; um adjetivo positivo de uso genérico; Mate – quíchua – bebida preparada em um porongo, com erva-mate e água quente; chimarrão; Minuano – indicado como sendo espanhol platino – vento andino, frio e seco, que sopra do sudoeste no inverno; Morocha – espanhol platino – moça morena, mestiça, mulata; rapariga de campanha; Nativismo – português – amor pelo chão onde se nasce e sua tradição; Orelhano (aurelhano) – espanhol platino – animal  sem marca nem sinal; também serve para pessoas; Pago – espanhol/português – lugar onde se nasceu. Como o gaúcho original era um nativo descendente de imigrantes e não pretendia deixar seu solo em hipótese alguma, o termo também designa, genericamente, a região da Campanha; Pampa – quíchua – vastas planícies do Rio Grande do Sul, Uruguai e Argentina, coberta de excelentes pastagens que servem para criação de gado. Em quíchua, “pampa” significa “planície”; Paisano – português/espanhol – patrício, amigo, camarada; camponês e não-militares; Pêlo duro – espanhol – crioulo, genuinamente rio-grandense; também significa pessoa ou animal sem estirpe; Poncho – origem incerta, araucano ou espanhol – espécie de capa de pano de lã de forma retangular, ovalada ou redonda, com uma abertura no centro, para a passagem da cabeça; Puchero (putchero) – espanhol – sopão com muito vegetal e carne de peito, sem tutano e sem pirão; Querência – espanhol – o lugar onde se vive. Derivado de “querer”, caracteriza o amor que o gaúcho tem pela sua terra; Tapejara – tupi – vaqueano, guia ou prático dos caminhos; gaúcho perito, conhecedor da região; Tchê – provavelmente espanhol – termo vocativo pelo qual se tratam os gaúchos. É o mesmo “che” (‘txê’) do espanhol, que se consagrou com Ernesto Guevara, o “Che”; Topete – português/espanhol – audácia, arrogância, atrevimento; saliência da erva-mate que fica fora d’água na cuia de chimarrão. Tropeiro – português/espanhol – condutor de tropas, de gado. (Fonte: Blog Felipe Simões Pires)

Comentários

Nenhum Comentário. Deixe o seu comentário!

Mais notícias em Geral