A Coopatrigo realizou uma parceria com a Regional Missões II, que engloba a grande maioria dos Sindicatos de Trabalhadores Rurais da sua área de abrangência, para promover a discussão do tema sucessão familiar rural entre os jovens.
Neste sentido, nos dias 16 e 17 de outubro, foram promovidos dois encontros onde os sindicatos mobilizaram os jovens para participar de um “encontrão”, que além de debater o assunto proposto, também teve o desenvolvimento de outras atividades organizadas pela coordenadoria da juventude dos STRs da região. No dia 16 de outubro, o encontro foi realizado em São Nicolau, envolvendo jovens também de Roque Gonzales, Porto Xavier, Pirapó e Dezesseis de Novembro. Já no dia 17, o encontro foi realizado em Itacurubi, envolvendo também jovens de Santo Antônio das Missões, Garruchos, São Borja, São Luiz Gonzaga e Bossoroca.
Para promover o debate, a Coopatrigo contratou a conferencista Icledes Maria Matté, do Instituto Prosperittá, de Erechim, a qual possui um vasto currículo de educação corporativa e realiza este tipo de trabalho em diversas cooperativas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Segundo a profissional, o tema sucessão familiar na agricultura tem se tornado central nas discussões relacionadas ao campo. A transferência de patrimônio entre gerações na agricultura implica em retirar do processo de gestão do estabelecimento, as gerações mais velhas e, em contrapartida, visar a formação de um novo agricultor gestor. Nessa etapa reside um gargalo, uma vez que os filhos, na maioria das vezes, não são preparados para gerenciar a propriedade, bem como não recebem instruções e autonomia no processo de formação e sucessão. Esse erro gerencial por parte das famílias rurais faz com que muitos filhos só assumam a propriedade, do ponto de vista gerencial, quando os pais morrem. Nestes casos, o despreparo e a falta de identificação com o negócio da família podem ocasionar uma inadequada gestão da propriedade, que acarreta muitos problemas e que culminam com a venda do patrimônio. Icledes disse que o diálogo é o melhor caminho para se fazer uma boa sucessão, e este assunto deve iniciar a ser discutido o mais cedo possível.
O presidente da Coopatrigo, Ivo Batista, disse que este assunto é bastante pertinente não somente entre os jovens, mas também em todo o quadro social da cooperativa e, neste sentido, este ano foram realizados vários encontros com este tema. “Não temos a pretensão de que todos saiam fazendo a sucessão, mas sim, de que comecem a refletir sobre o assunto”, afirmou o presidente.
Aguinaldo Barcelos, coordenador da Regional Missões II, agradeceu a Coopatrigo por mais esta parceria, dizendo que o tema sucessão rural é muito importante para a agricultura familiar, pois nas pequenas propriedades, além do sucessor, é necessário pensar na rentabilidade dos estabelecimentos para que esta sucessão seja viável, e isto é uma preocupação constante dos sindicatos. (Roberto Marques - Assessor de Comunicação Coopatrigo)



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