14/06/2019 às 16:25
No Dia dos Namorados, a história de amor de Róbson e Larissa!
Róbson Gomes, tem 22 anos. Larissa Marques, 22. Ele, acadêmico de Jornalismo na Unijuí e já atuou como profissional da área em São Luiz Gonzaga. Ela, acadêmica de Psicologia na URI Santo Ângelo, estagiária na Secretaria Municipal de Ação Social. Eles se conhecem desde crianças, quando se “detestavam”, incompatíveis em tudo! O tempo os uniu e hoje já são três anos de amizade e namoro, de uma história às vezes divertida, e outras, emocionante... No Dia dos Namorados, todo o amor ao casal!
 
 
AN – Quando e como vocês se conheceram?
Róbson - Nos conhecemos desde crianças. Devíamos ter pouco mais de oito anos quando nos conhecemos. Eu acabei vindo morar na Paz, a uma quadra da casa dela. Na época, chegamos a brincar algumas vezes. Era comum as crianças brincarem de esconde-esconde, jogar bola, e foi nessas brincadeiras em que acabamos nos conhecendo. E era engraçado, porque ela já tinha uma personalidade muito forte, assim como eu também, e aconteceu que a gente não gostava muito um do outro. Para ser sincero, saia faísca e uns desaforos para todos lados quando a gente se desacertava, nem parecíamos criancinhas. A medida que fomos crescendo, nos afastamos em virtude dessa incompatibilidade. Que engano nosso (risos). A gente não se gostava mesmo. Eu respeitava ela, e ela me respeitava. Na adolescência, eu estudava no Estadual, e ela no Rui, então a gente estava sempre se cruzando e, para variar, virando a cara um para o outro. Isso era tão forte, que teve uma vez, numa boate, em que eu estava com algumas amigas que, por coincidência, eram amigas dela, e ela teve o prazer de sair de onde estava e vir onde eu conversava com essas meninas só para dizer para elas: “não gosto dele”. Que ousadia, pensei. Mas a vida não erra, e se Deus escreve certo por linhas tortas, as linhas da minha vida e da dela, deram em nós. Foi só o tempo passar que as coisas entraram nos eixos!
 
 
AN - E de quem foi a iniciativa de se aproximar?
Róbson - A iniciativa de aproximação foi minha. Mas a vida vinha jogando um para o outro. No finalzinho de 2016, a gente começou a se cruzar com muita frequência na rua. Aí nos olhávamos de canto, e cada um seguia seu caminho. Nem oi nos dávamos nessas situações. Mas eu sou um cara muito sensível e, uma coisa que sempre me inconformava muito, era saber que alguém não gostava de mim sem ao menos me conhecer. Tudo que sabíamos de nós, era de quando éramos criança, nada além. Aí ela tinha aquela antipatia gratuita que eu não queria aceitar de jeito nenhum. Então teve um dia que a gente cruzou na mesma rua, mais uma vez, e simultaneamente, para nosso espanto, ambos deram oi. E não deu outra. Esperei dar o outro dia e mandei uma mensagem pelo Facebook, me apresentando, já que ela nunca tinha dado a oportunidade. Mandei uma mensagem muito bonita e para meu espanto, porque eu não tinha esperança nenhuma, ela respondeu e foi super querida. A partir dali, começamos a trocar mensagens e conversar, o que foi aproximando a gente. Acabamos ficando amigos e as faíscas que antes eram de brigas, agora no auge dos nossos 19 anos, passaram a ser de vontade um e do outro. Conversa vai, conversa vem, acabamos marcando de sair. Se por um lado, eu busquei a aproximação, o primeiro beijo foi iniciativa dela.
 
 
AN - E o que mais chamou a atenção em cada um?
Róbson - Na Larissa, sempre me chamou atenção, antes mesmo da beleza, porque convenhamos, ô mulher linda, era o modo como ela tratava as pessoas, sempre com muito carinho. Eu sabia que era uma mulher boa de coração.
Larissa - De alguma forma, algo sempre me chamava atenção nele, claro que a beleza externa é o primeiro fator que entra em evidência, porém, logo que começamos a conversar, o que mais me chamou atenção nele foi e ainda é o charme dele, o modo como me encantou com a mensagem no face e que até os dias de hoje me deixa extasiada.
 
AN – Desde então, quanto tempo já se passou? Algum momento especial para ser contado/relembrado?
Róbson - Estamos juntos a três anos. São muitos momentos que passamos e que foram importantes, mas um deles, que me marcou muito, foi quando adoeci e fiquei em uma situação muito frágil, com a saúde bastante comprometida, e que me afastou por um tempo da faculdade e do trabalho. Ela estava lá, junto com minha família, segurando minha mão, dando suporte nas crises durante a internação, dando amor e carinho. Sofrendo minha dor comigo e ao mesmo tempo, dando a força de que eu também precisava.
Larissa - Passamos por diversas dificuldades e momentos de alegria, mas separo dois momentos que foram especiais para ambos. O primeiro foi quando ele adoeceu e ficou internado no hospital durante oito dias, foi um período terrível para nós e nossas famílias, e naquela situação, aprendemos a compreender ainda mais que somos muito a nossa força fica ainda maior quando estamos juntos. O segundo foi quando o meu sobrinho perdeu a mãe dele, eu como tia, senti toda a dor dele, estive com ele desde o momento que recebeu a notícia e ficamos sem saber como agir diante dessa circunstância. O Róbson foi meu alicerce em ambas e muitas outras situações, tanto quanto minha família é.
 
 
AN – Famílias normalmente têm reações ao conhecer o(a) namorado(a) do filho(a)... Como foi a primeira reação das famílias de vocês? Tiveram que contornar alguma divergência?
Róbson - A minha família reagiu da melhor maneira possível. Foi muito tranquila. Meu pai e minha avó sempre me aconselharam e apoiaram naquilo que eu achava certo. Aceitaram ela como alguém que é muito querida e esperada há tempos.
Larissa - Acredito que pelo modo como minha família soube, nós tivemos sim que contornar algumas pequenas divergências (risos), mas nada que com o tempo não fosse sendo deixado de lado, pois o Róbson foi mostrando a eles que nosso namoro não era passageiro.
Obs.: O irmão da Larissa fez as honras e contou para a família dela que ela estava namorando. Ela ainda não tinha contado para a mãe dela e aí o irmão descobriu e colocou a carroça na frente dos bois. Aí a Larissa acabou contando e a família dela sabendo do namoro, que era escondido até então! (risos)
 
 
AN – Ao ver de vocês, hoje, que características (adjetivos) de cada um podem ser destacadas? Em contrapartida, com o que vocês ainda não conseguiram se acostumar, depois de todo este tempo?
Róbson - Nossa, me encanta na Larissa, a atitude dela diante da vida, sempre esforçada em resolver os problemas. Outra coisa é a humildade e simplicidade. Mas o que mais toca, é o coração, sempre disposto a ajudar as pessoas. Coloco nesse pacote, a determinação, a amorosidade, a entrega pessoal em tudo que faz. Ela tem tantas qualidades, que eu queria ter 10% das características dela, que já seria uma pessoa incrível. Agora, às vezes ela é meio birrenta e teimosa comigo, aí a gente volta para as faíscas de quando éramos crianças (risos). Mas a gente aprende muito um com o outro, e isso é tudo!
Larissa - É incrível o modo como ele toca a todos com as palavras dele e tem uma emoção tão grande em cada frase que escreve, são tantas as qualidades do Róbson que fica até difícil de me expressar, mas vamos lá. Ele é muito altruísta e tem uma empatia muito grande, é fascinante ver como cuida das pessoas que estão ao redor dele e a forma como se coloca no lugar do outro, tentando ajudar da melhor maneira possível. Ele é muito inteligente, é um fotógrafo maravilhoso, é uma pessoa que sabe o que quer e que jamais deixa os outros na mão. A teimosia predomina em ambos os lados, por mais que ele diga que não, somos pessoas com personalidades fortes, então divergimos em algumas coisinhas (risos). Nada que logo depois não possa ser perdoado com muito amor!
 
 
AN – Vocês já pensam num futuro juntos? Casamento? Filhos? Como está sendo a construção deste futuro? Como vocês se veem daqui a cinco ou dez anos?
Róbson - Temos planos, sim. No momento certo, pensamos sim em ter filhos: uns cachorros, uns gatos e se Deus permitir, uma menina, a Sophia. Mas tudo a seu tempo. Agora vivemos uma fase de preocupações com a conclusão das graduações e profissionalização. Isso, para termos estabilidade que toda pessoa necessita. Uma coisa é certa, pelo menos o objetivo maior, de, daqui dez anos, ou 70, ainda estarmos juntos.
 
 
AN – Que mensagem vocês deixam aos namorados neste dia, e que mensagem deixam um ao outro? Que presentes vão trocar nesta quarta-feira, podem contar?
Róbson - Que se amem, sejam companheiros e amigos. Que se dediquem um ao outro e se esforcem sempre que for preciso pela felicidade do outro. Que saibam que um namoro não se trata nunca de quem tem mais razão. Que um relacionamento precisa ser, antes de tudo, um ato de evolução e aprendizado, onde ambos se vejam rodeados de amor e respeito. O maior presente que a gente vai trocar é a presença de um na vida do outro.

    

 

 

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